Breakfast with Miguel. He helped me out with the backpack to the station. Au revoir Charlê! Merci Beaucoup et a bientôt!
Arrived at Gare d'est, took train 4 to Denfert Rochereau, 14th arrondissement. Walked up rue Daguerre. Very nice, lots of restaurants + cafes. Met Branka, my hostess from hospitality.club. Walked til Jardin de Luxembourg. 6th arrondissement. Beautiful. Montparnasse. Av. Raspail. Crazy stories: the russian mom and daughter who travelled 6000km. Immigration interview, guy speaking Russian.
Next day - July 26th
Fomos para aula de tai chi. À direita, um pedaço da Torre Eiffel, à esquerda, a Pont Neuf. À frente, o Sena e uma parte da Notre Dame. Pessoas as mais variadas, o camembert gritando solto, feliz da vida. Depois, caminhada nas margens do Sena, muitos barcos, turistas, coisas do Bresil. Almoço por 15 euros e 40 cents (2 pessoas), sanduíches. Ela é muito legal.
Penso no Rene. Hoje faz 2 semanas que ele se foi. Não quero esperar contato, mas espero. Eu deveria estar com ele, mas estou sozinha. Em Paris. Ai quem me escreve é o sweet Miguel. Penso nele mas de outra forma. Amizade e carinho. Tô preocupada com a situação de quinta. Preciso achar um lugar para ficar. Na Branka somente ate quinta. Preciso achar o Etienne. Caminhada a tarde. St. Germain-des-pres, St.SulpiceChurch. People in the streets, lovers, friends, families. I feel lonely. Bomb threat in front of the building. Sometimes I hate him to death.......
21 de julho de 2010 – como é bom re-escrever com o distanciamento do tempo e relembrar sem dor. Passou!
“Estas são as mudanças da alma. Eu não acredito em envelhecimento. Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis o meu otimismo.”
Virginia Woolf
Hoje li esta frase e ela me fez pensar. Como se eu não pensasse o suficiente. Minha madrinha costumava me dizer que para uma “criança” eu pensava demais. Ou então, como dizem: Quem pensa demais não casa.
Vai ver é verdade pois ainda não casei. Pelo menos não oficialmente, mas esta é uma outra historia.
A frase da Virginia Woolf bateu em algo que vem me instigando ultimamente. No que crer quando muitas das coisas nas quais acreditávamos com toda a nossa alma simplesmente caem por terra? Sou eu uma otimista ou uma pessimista (pergunta que Carrie Bradshaw se faz em um dos episódios de Sex and the City)? Ser otimista significa ter fe? Mas fe em que exatamente?
A todo instante, a vida nos da provas que qualquer sensação de segurança é a mais pura ilusão. Um amor que dura anos pode do nada virar... lembranças e lembranças não te abraçam durante uma fria noite gaucha. Ainda bem que tenho os meus gatos.. Família, saúde, trabalho, tudo pode mudar do dia para a noite, e se não tivermos um eixo forte, a casa cai.
Uma das exceções a esta regra são as amizades. Experiência própria, bons amigos, perto ou longe, são constantes e te seguem ao longo da vida. Um pouco de chão nessa corda bamba. Amigos do peito, aqueles que te conhecem do avesso, todas as tuas fraquezas e mesmo assim, te aceitam e riem da tua desgraça contigo. Tenho ótimos amigos. Um motivo afinal para ser otimista!
Talvez o grande lance seja mesmo essa caminhada em direção a luz. LUZ. Primeira palavra que eu disse quando era bebê. Eu sabia que ia adorar um palco. E palco sem luz não tem muita graça. E todas as nossas experiências, positivas ou negativas, sejam apenas degraus de aprendizado. Talvez o sofrimento seja também algo a ser superado. Caminhamos como o personagem Dante na Divina Comedia, do Inferno ao Céu? Ou estamos sempre alternando céu e inferno?
Eu hoje tenho cordas internas que me ajudam a segurar a barra. Antes elas mais me enforcavam que ajudavam. E assim seguimos todos em direção.... Mãos vazias, coração cheio de.......... Como eu queria ser mais........... ou menos........ Eu bato no peito com força e injeto animo, um passo depois o outro, se for dançando tanto melhor.
“O Sol derrete toda a cidade de Moscovo, reduzindo-a a uma mancha que, tal como uma trombeta, põe todo o interior, toda a alma em vibração. Não, não é esta uniformidade vermelha o momento mais belo! É apenas o acorde final da sinfonia que confere a cada cor o paroxismo da vida, que faz ressoar e que arrebata toda a cidade de Moscovo como o fortíssimo de uma orquestra gigantesca.”
Na véspera, Roda de Danças Circulares com a Patrícia Preiss! Acendemos velas, fizemos os nossos pedidos e intenções e dançamos em volta do fogo.
Caminhos abertos, corações emocionados e ansiosos, o dia 29 de abril, que celebra a dança, foi perfeito para preparar nossos espíritos para a inauguração da nova casa do Meme, do nosso novo lar!
Meme Santo de Casa Estação Cultural!
Abre suas portas em 30 de abril de 2010.
Mas na verdade, viemos de mais longe, nossa data retorna a 2004.
Caminhos traçados, batalhas vencidas. Tenho tido muitas duvidas ultimamente, mas acredito 100 por cento na capacidade da dança em modificar vidas, pois a dança me salva todos os dias (sei, soa clichê, mas é verdade).
Acredito no Meme como projeto e filosofia e acredito nos amigos e parceiros que fiz durante estes 6 anos.
Parabéns a toda a equipe e a todos os que nos ajudaram nesta empreitada!
Hoje o dia virou completamente. Depois de muito sol e calor, abri a janela e vi as nuvens e a chuva. Uma boa pedida para um cafezinho, um não... Dois, três, quem sabe quatro..
Mas ontem, estava mal do estomago, com náuseas e aconteceu algo que raramente ocorre e que me deixa sempre de certa forma perplexa: não consegui degustar o meu café com prazer.. Tomei porque sou teimosa, ou por força do habito, mas meu organismo rejeitava cada gole, provocando em mim uma certa tristeza por estar renegando tão bom amigo.
Em toda minha vida, tive dois momentos em que fui obrigada a abrir mão do café.
A primeira vez foi em Paris. Tive uma overdose. Serio. Naquela época, eu devia tomar umas 5 canecas de café preto sem açúcar, manhã, tarde ou noite.
Foi justamente durante o "petit déjeuner" que senti o primeiro sintoma da overdose: o cheiro do café me deu engulhos. No albergue onde eu me hospedava, os cafés eram tomados a moda francesa: em tigelas e com leite. Passados alguns minutos, o café ficava de morno para frio. Só lembro-me de meu corpo recusando-se ao segundo gole. Insisti. Pas possible. Não era mais possível. Tristeza muito profunda. Fiquei algumas semanas apartada do meu companheiro, ele me chamava e eu precisava ser forte e dizer... ainda não.
A overdose passou e aos poucos retomei o habito. Confesso que nunca mais foi a mesma coisa. Comecei a evitar café muito forte à noite. Às vezes é preciso fazer concessões em prol da boa convivência.
A segunda vez foi mais recentemente. Tive uma ulcera no estomago. Dores lancinantes me comiam por dentro. Passei noites me contorcendo no chão, ate descobrir o meu problema.
Estava sentada na frente do medico quando ouvi as temíveis palavras: 3 meses sem refrigerante, álcool e café. O queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee? 3 meses?You gotta be kidding! Como ir dar minhas aulas de inglês sem o meu copinho de café? Ou pior, como acordar sem a costumeira injeção de animo?
Não tive escolha. Parei. 3 meses. Substitui por chá. Cortei o refri para sempre de minha vida. Acostumei. Passei carnaval em Gamboa sem uma gota de álcool. A gente agüenta tudo.
Fui forte e resisti. Pode ser clichê, mas é verdade: saúde em primeiro lugar.
Fiz o tratamento, nova endoscopia, tudo ok. Liberada!
Comemorei com um copinho de plástico com o café da maquininha da Procergs. Nada muito glamoroso, mas extremamente cheio de prazer! Welcome back my friend!
Em uma vida permeada por grandes paixões, seria quase lugar-comum chamar o meu apreço pelo café como paixão. Pois eu sou naturalmente uma pessoa apaixonada.
Mas a minha historia com o café é bonita, tem constância (coisa que muitas paixões não têm) e vem me acompanhando desde os idos tempos de Colégio Israelita, mais especificamente, semana de provas do “cientifico” (hoje ensino médio), ainda mais localmente: casa da minha amiga Silvia Wolff, na quase descidinha da Mostardeiro. Quem é de Porto Alegre sabe de onde estou falando.
Muito ocupadas que éramos com as aulas de ballet e ensaios, pouco tempo nos sobrava para estudar para as temidas provas. Alem de ocupadas, tremendamente pretensiosas, pois deixávamos todo estudo para a noite anterior ao teste.
Eu ia para a casa da Silvia, que era uma espécie de segundo lar para mim, a gente comia alguma coisinha rápida, preparada pela “nossa” baba Maroca e depois, rumo ao gabinete do pai dela para passar a noite em claro estudando. Sim, a noite inteira, em cima dos livros, revisando a matéria de um semestre. Como agüentar tudo isso? Só mesmo com uma térmica cheia de CAFÉ!!! Café preto, sem açúcar, foi assim que aprendi e comecei a tomar esse liquido precioso sem o qual minhas manhãs ficam vazias como um balão murchinho....
Sempre neuróticas com o peso, o fator “sem açúcar” era essencial. Ali se deu inicio um habito que me acompanha há 20 anos (ai credo). Também a minha amizade com a Silvia segue firme e forte. Nossa paixão (de novo, a madame paixão) pela dança foi o que nos uniu, o café abençoou e o resto contarei nos próximos capítulos.
Ah, sempre passamos nas provas. E muito bem. Modéstia a parte, uma noite para nos era o tempo suficiente de estudo. O resto, era só dança!